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Sempre refém de promessas eleitorais “não cumpridas”
Cidade de Quelimane aguarda pela “mudança”
Quelimane (Canalmoz) – No Município de Quelimane, capital da província da Zambézia, apesar da chuva que caiu ontem, último dia da campanha eleitoral para as eleições “intercalares” de 07 de Dezembro, quarta-feira, para presidente da autarquia, muitas pessoas saíram às ruas para apoiarem as caravanas dos candidatos dos dois partidos concorrentes, nomeadamente Lourenço Abubacar Bico, pelo Partido Frelimo, e Manuel de Araújo, proposto pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM).
O candidato do MDM, que já tinha antecipado o fecho da sua campanha no sábado, impressionando tudo e todos ao encabeçar com Daviz Simango uma passeata a pé que juntou “cerca de cinquenta mil pessoas”, voltou ontem a percorreu as ruas e bairros da cidade, na companhia do presidente do MDM que é simultaneamente presidente do Município da Beira. Estado nos bairros de Sampene e Cololo.
Ontem, domingo, para além de voltar a ter Daviz Simango a apoiar a sua campanha, Manuel de Araújo fez-se acompanhar do pai, mãe e filha. Dessa forma Araújo apareceu a contrariar a intromissão na sua vida privada da chefe da Brigada do Partido Frelimo, Verónica Macamo, que se deslocou de Maputo para apoiar o candidato Abubacar do seu partido.
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MANUEL DE ARAÚJO “VASCULHA” BAIRROS E LOURENÇO “APEGA-SE” A PAUNDE
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Quelimane (DZ)- Na manhã de quarta-feira, logo cedo, barulho nas ruas e bairros da cidade. Eram os jovens da Frelimo, diga-se em grande escala. Gritavam o nome do seu candidato, Lourenço Abubacar, como sendo homem forte para o município de Quelimane.« “Vota, vota Lourenço…” Eram estes tipos de coros que se ouviam em diversos cantos da cidade de quelimane. Mas mesmo assim, a colocação de panfletos não parou. A Frelimo procurou o vermelho e amarelo como as cores que identificam a sua indumentária. E ai, vai fazendo o que quer e onde deve. Já o próprio candidato, Lourenço Abubacar, parece não estar a querer deixar a “mama” do Secretário-geral do seu partido Filipe Paunde. Na manhã desta quarta-feira, a Frelimo “caçou” estudantes do ensino superior e reuniu-os para ouvirem a mensagem do partido e as orientações que Lourenço Abubacar tinha para dar. Mas foi o Paunde que liderou o processo, diante de um candidato “amorfo”, sem muitas palavras, enfim. Mas diga-se que a calma sempre caracterizou Abubacar. São poucas vezes que o homem se deixa contente. Neste encontro com estudantes, Filipe Paunde, enumerou os dotes do seu candidato, tendo dito que Lourenço é um bom conhecedor das áreas de estradas e pontes, dai que conforme explicou Paunde “este é um homem sábio, dai que temos que votar nele”-rematou. Num outro passo, o SG da Frelimo diz que Lourenço não é um qualquer, tem forcas e também de conquistas, por isso que a Frelimo confiou nele para guiar os destinos do município de Quelimane.
Convidado a dizer alguma coisa, Lourenço disse mais uma vez que vai pautar por uma governação participativa dos munícipes, caso seja eleito para o cargo de presidente do município de Quelimane. Como tem vindo a dizer, Abubacar diz que não quer ser presidente do Conselho Municipal de Quelimane, mas sim servidor dos munícipes.
Manuel “vasculha” bairros
Manuel de Araújo, usa o seu poderio de ser jovem e ainda energético e como resultado, esta manhã depois de ter estado no programa “café da manhã” da Rádio Moçambique, começou a caça ao voto nos bairros. Indicações que tivemos deram conta que Manuel de Araújo esteve em Namuinho e de lá diálogo com os vendedores dos mercados existentes. A mensagem é única.
“Juntos podem levar Quelimane aos bons sinais”. Alias, este é o lema do seu manifesto eleitoral, que conforme ele próprio, este documento esta disponível para o público. Em Namuinho, Araújo privilegiou campanha interpessoal, como forma de os eleitores possam o conhecer e ter contacto com ele.
Esta é uma forma adoptada pelo candidato do MDM para conseguir arrancar votos para si nas eleições marcadas para 7 de Dezembro próximo.
Notas da campanha
Depois de uma emoção havida no arranque da campanha eleitoral, onde destacamos o uso de alguns meios do estado, esta quarta-feira, recebemos uma mensagem vulgo “sms” de um leitor indicando que uma viatura com a matrícula MLY 03-67, marca MUSSU, pertencente a escola Superior de Ciências Marinhas e Costeiras da Universidade Eduardo Mondlane, estava envolvida na campanha eleitoral e nessa altura que recebemos a informação, a fonte
dizia que a mesma estava nas imediações do cine Estúdio. Mas quando mandamos o nosso repórter para certificar, infelizmente não encontramos a viatura acima referida. Mas ficamos a saber de estudantes daquela escola que existe sim esta viatura e anda com o director da espectiva escola.
Ora, se uns ainda continuam a usar meios do estado, o Governador da Zambézia, Francisco Itai Meque, não quer brincadeiras. Deixou a viatura principal que usava dentro e fora da cidade para se locomover, agora esta numa outra irreconhecível. A única marca que lhe identifica é a sirene que não tem dia e nem noite. Enfim, quando se ouve a sirene, logo se lembra que está ai o poder a passar. Em suma, um bom exemplo que o governador da Zambézia está dar e isso deve ser uma prática para que não se confunda o bem público com o bem partidário.
Imprensa janta com Frelimistas
A cúpula da Frelimo jantou com imprensa numa das casas de pastos desta cidade. O objectivo deste jantar foi de pedir para que a imprensa veja com os olhos de ver as coisas no terreno. Não há mais detalhes em volta deste jantar, mas que houve, isso sim.
Força. Assim foi o resumo do segundo dia da campanha eleitoral. (DZ)
Funerais dos membros do MDM realizam-se a partir de hoje até sexta-feira
Maputo (Canalmoz) – Os funerais dos quatro membros do MDM que morreram domingo num acidente de viação na província de Sofala, quando se deslocavam a Quelimane em missão de serviço, realizam-se a partir de hoje até sexta-feira.
Um comunicado de Imprensa enviado à nossa redacção pelo MDM, especifica as datas, horas e locais das cerimónias fúnebres bem como dos funerais propriamente ditos.
As exéquias de Manuel Braz, estão para hoje, 23 de Novembro no Posto Administrativo de Inchope pelas 12 horas. A partida do cortejo fúnebre da Beira para o distrito de Gondola, na província de Manica, está marcada da casa mortuária da Beira, às 8 horas.
O funeral de Mundolinja Jossias, será amanhã, 24 de Novembro na Cidade da Beira, no cemitério da Cerâmica, em Inhamízua, às 9 horas com partida da casa mortuária da Beira às 8 horas.
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MDM em Quelimane desdramatiza conclusões da sondagem d’A Politécnica
Sondagem de opinião sobre as eleições intercalares.
E a chefe da brigada central da Frelimo em Cuamba, Alcinda de Abreu, diz não estar preocupada com a sondagem, mas, sim, em resolver os problemas dos munícipes. De Abreu diz ainda que Vicente da Costa, sem dúvida, vai governar a autarquia de Cuamba.
Numa primeira reacção aos números divulgados pela sondagem da Universidade Politécnica, o candidato do MDM a edil de Quelimane, Manuel de Araújo, disse que embora não tenha lido a sondagem ao detalhe, no seu ponto de vista, “há um empate técnico entre os dois candidatos”, tendo, no entanto, desvalorizado os números.
As lágrimas de Manuel Araújo por Quelimane!
Candidato do MDM já está na estrada rumo às eleições intercalares de 7 de Dezembro. O candidato do MDM a edil de Quelimane, Manuel de Araújo, concedeu uma entrevista ao “O País” marcada por lágrimas pelo “sofrimento dos munícipes”. De Araújo diz que foi a população de Quelimane que lhe pediu para ser candidato. Diz-se confiante na vitória e refere ter apoio até dentro da Frelimo. Deixou cair lágrimas pelo alegado esquecimento a que o general Bonifácio Gruveta está votado.
A sete de Dezembro, Quelimane acolhe as eleições intercalares para escolher o sucessor de Pio Matos, edil que renunciou ao cargo. O senhor Manuel de Araújo é candidato confirmado pelo MDM. Sendo uma pessoa que conhece muito bem Quelimane, em termos de prioridades, o que leva como estandarte da sua candidatura?
A prioridade número 1 são infra-estruturas. A cidade de Quelimane foi negligenciada nos últimos 35 anos de governação em termos de alocação de recursos para a reabilitação, manutenção e desenvolvimento da cidade. Assim, é um município que estagnou durante 35 anos. Portanto, qualquer processo de desenvolvimento, aquilo que nós queremos, deve ser marcado pela era do recomeçar. A cidade de Quelimane já foi conhecida – e eu falo com a maior nostalgia – por pequeno Brasil. Mas hoje, talvez, nem pequeníssimo Brasil é. Quelimane tem uma vastidão cultural invejável, mas hoje não conseguimos ver isso por causa da degradação física dos edifícios, mas também por causa da degradação moral. É necessário devolver a dignidade à cidade de Quelimane.
Qual era a semelhança entre Quelimane e Brasil?
Quelimane, até hoje, tem o melhor carnaval de Moçambique. Como sabe, o melhor carnaval do mundo está no Brasil. Como também deve saber, a forma de ser/estar dos brasileiros é notória em Quelimane. Nós também gostamos de estar bem com todos. Um pequeno exemplo: aceite que lhe leve um pouco para o lado político. Se se recorda, na altura de Abdul Carimo (actual director da Unidade Técnica de Reforma Legal) como vice-presidente da Assembleia da República, havia uma bancada chamada quarta bancada. Era assim chamada porque os deputados, tanto da Frelimo como da Renamo, que se encontravam no parlamento conviviam. Quelimane era o único círculo eleitoral onde os deputados não se degladiavam no pior sentido da palavra. Havia uma convivência sã.
Disse que, neste momento, Quelimane, talvez, nem pequeníssimo Brasil é e citou duas degradações: de infra-estruturas e da moral. O que terá estado na origem dessas degradações e como pensa reverter o cenário?
Primeiro, é uma questão de recursos. A cidade de Quelimane foi privada de recursos durante estes 35 anos. Como se costume dizer: “sem ovo não se faz omolete”. Essa é, para mim, a primeira razão. A segunda, também ligada à primeira, é que Quelimane era capital de uma província especial no país, porque a província da Zambézia era a que tinha o maior número de empresas agrícolas. Trata-se duma realidade que vem dos séculos XVIII e XIX, altura em que, na Zambézia, havia empresas majestáticas, pois o governo português havia cedido uma parte da sua soberania – eram empresas que até cunhavam a sua moeda, tinham polícia própria e o próprio polícia sabia que não era permitido entrar, quer da Madal, Boror, Zambézia e outras –, tudo porque o colono não tinha capital para investir. Então, o que é que fez? Arrendou parte da Zambézia a certas companhias de capital estrangeiro, a saber, francês, belga e inglês, que veio a Moçambique e constituiu certas empresas. Tal é o caso da “Sena Sugar States”. Eram, na verdade, empresas que mantinham viva a elite de Quelimane. A maior parte da elite de Quelimane vivia na base dos projectos dessas companhias majestáticas. A província da Zambézia contribuía com mais de 60 por cento para o PIB dentro das províncias de Moçambique. Cerca de 70 por cento da produção agrícola deste país provinha da província da Zambézia. Por isso, acabou criando uma estrutura e certa pujança que acabou dando à cidade de Quelimane uma forma especial de ser. Na história de Moçambique, a Frelimo tinha criado quatro frentes. Eu tive o privilégio de ter tido uma cadeira sobre a história da Frelimo, no Instituto Superior de Relações Internacionais, que nos explicava os contornos da luta armada de libertação nacional. Essas frentes eram: Cabo Delgado, Niassa, Tete e Quelimane. Duas dessas frentes fracassaram e acabaram por serem encerradas por dificuldades de Quelimane: a de Tete e a de Quelimane. Por isso, houve sempre um mal-estar por parte da Frelimo com a Zambézia. Houve um erro estratégico por parte da Frelimo. Daí que apareceu o ódio visceral em que a parte dura da Frelimo tem e isso nunca conseguimos ultrapassar nestes 35 anos. Quando a Renamo chegou, encontrou um terreno fértil, pois a Frelimo chegou em 1975 disse: “vocês não alinharam connosco e agora vamos ver quem é que tem poder”. Se se recorda, a maior parte dos combates durante a guerra civil se deu no Vale do Rio Zambeze. Nesse processo, houve generais, como Lagos Lidimo, que comandaram essas operações e cometeram atrocidades gravíssimas: mataram milhares de pessoas utilizando bombas, “migs” e helicópteros, sendo, por isso, que a população de todos os distritos da Zambézia se ressente desse processo.
Umas das coisas que os candidatos do Movimento Democrático de Moçambique dizem é que vão fazer história. A que tipo de história se referem?
Não são apenas os candidatos e membros do MDM que dizem isso, os munícipes também. Vamos fazer história porque vai ser a primeira vez que vamos ter eleições intercalares. Vamos fazer história porque vamos ganhar estas eleições. Também porque vai ser a primeira vez, na história do município de Quelimane, que teremos um presidente que não seja do partido no poder.
Portanto, o candidato Manuel de Araújo está confiante na vitória?
Eu não tenho dúvida. O presidente do Conselho Municipal de Quelimane cessante, Pio Matos, disse uma coisa que ficou no coração de todos os munícipes de Quelimane: “Só vai governar Quelimane quem ama Quelimane.” Eu amo Quelimane. Vou governar Quelimane.
Consta que tem forte apoio dos membros da Frelimo. É verdade?
Não tenho apenas apoio dos membros da Renamo, mas também da Frelimo e do PDD. Tenho forte apoio de todos os quadrantes. A minha candidatura é do povo de Quelimane. Nós estamos cansados de sermos espezinhados. Foram homens e mulheres que, durante vários dias, vieram bater a porta da casa dos meus pais e pediram que eu assumisse este desafio.
Com que bases afirma que tem apoio da Frelimo, Renamo e do PDD?
Quando anunciei a minha candidatura, Quelimane entrou em festa. Fui contactado por várias pessoas. Nas ruas de Quelimane, senti o calor e carinho das pessoas. Vim a Maputo, encontrei o mesmo carinho. Fui ao mercado Estrela, andei a pé e encontrei dezenas de pessoas e todos dizem: “acreditamos em ti”.
Mas isso não estará a acontecer porque ainda não se sabe quem será o outro candidato? Será que esse “amor” por Manuel de Araújo não irá mudar quando os eleitores de Quelimane souberem quão potente será o candidato da Frelimo?
A Frelimo está com dificuldades de encontrar um candidato para Quelimane. É a primeira vez que a Frelimo está na recta-guarda.
Consta que as renúncias ao cargo de edil, nas autarquias onde eleições intercalares terão lugar, tenham sido por pressão da própria Frelimo. No caso concreto de Quelimane, julga que o partido no poder terá feito isso sem ter pensado no substituto de Pio Matos?
Eu venho de Quelimane. Falo com os membros da Frelimo em Quelimane. Conversei com os membros da Assembleia Municipal. É bem provável que, se o voto tivesse sido secreto, Pio Matos seria ainda presidente de Quelimane. Havia membros da Assembleia Municipal que estavam decididos a votar pela manutenção, mas porque a democracia que temos é imperfeita, o voto foi de braço levantado e alguns membros não puderam expressar a sua vontade por medo de represálias. Mas o povo está cansado e vai dizer basta! Chega!








Trabalham sem ganhar nada e depois usam o dinheiro que trabalharam para comprar o vosso voto. Acordem quelimanenses. Vao comer frangos, vao levar dinheiro, vao levar tudo que vos oferecerem; quandos perguntarem se vao votarem no candidato deles, digam SIM, mas no dia da verdade cada que fale apenas com seu coracao e vote na pessoa certa.
Sinceramente falando, estou impressionado com o nivel de organizacao desta campanha. Isto demonstra trabalho e, quando ‘e assim, nada mais temos a fazer que nao seja apoiar. So posso desejar-lhe muita forca porque trabalho ja esta a mostrar e, cal como diz Mourinho, a sorte so aparece depois do trabalho! forca ai!
Ambalaga!
É tempo de aproveitar mordomias que temporalmente os comunistas estão a dar aí em Quelimane!
Motoristas,Aproveitem o combustivel;
Jovens, aproveitem beberetes e comeretes.
Divirtam-se no máximo e na hora da verdade sabem o que fazer-Quelimane Pra Todos!
Não deixem k brinquem com vossos sentimentos e dicisoës pra vos abamdonarem no meio da estrada!
Façam vossa história pois que na Beira ja fizemos.
Acordem.!Abram os olhos.
Kwaidja!
Cocorícóóóóóó!