Manifesto ao voto consciente do POVO. Votar é defender a Paz. Defender a Paz não é ser lacaio.

Por Adelino Timoteo, in Canal de Moçambique 30.11.11
A Frelimo desrespeitou o direito do povo em Quelimane, Cuamba e Pemba de terem como dirigentes nas suas autarquias, pessoas livremente escolhidas por si. Estes povos escolheram os seus presidentes e, por motivos nunca aclarados, tais presidentes, Pio Matos(Quelimane), Sidiqui Yacub(Pemba), Arnaldo Maloa(Cuamba) foram afastados por imposição das estruturas do poder central, do partido Frelimo, em Maputo. Agora a Frelimo oferece ao povo de Quelimane, Pemba e Cuamba candidatos de confiança do poder central, que não estarão para servir o povo destes municípios, mas para servirem o poder ancorado em Maputo, deixando o povo sofrer, se forem eleitos. De Maputo o poder central da Frelimo impôs que os edis que vinham governando as cidades renunciassem aos mandatos que os residentes nesses municípios lhes deram em eleições. Agora vem impor novos candidatos escolhidos no comité central, em Maputo. A escolha dos eleitores foi desrespeitada e agora querem que o mesmo povo vote em quem obedeça à vontade de Maputo em vez de obedecer á vontade das pessoas dos municípios. A causa evocada por Pio Matos para renunciar ao seu lugar foi doença, mas nestes dias temos estado a ver o antigo edil a dançar, a correr de um lugar para o outro, manifestando tão energicamente, de forma nunca vista, diferentemente do candidato Abubacar escolhido pelo comité central da Frelimo. A candidato apresenta se ofuscado, menos energético, sem convicção de ser ele a pessoa ideal para dirigir Quelimane. Pio Matos demonstra assim que a Frelimo que o obrigou a renunciar traiu o povo de Quelimane. Assim o povo de Quelimane, com idade para eleitoral, no dia 7 de Dezembro, deve deixar a sua casa, machamba, e dirigir-se aos postos de votação, manifestar a sua indignação, o seu espanto e dizer não a um candidato não reconhecido nas bases, no seio do povo. E a forma de manifestar a indignação, o espanto e a revolta contra aqueles que manipulam, aqueles que manobram a vontade do povo, violam as leis, é votar massivamente a favor de um candidato ideal. Os povos de Quelimane, Cuamba e Pemba devem abrir bem os olhos, votando e controlando os postos de votação, para que a expectativa da mudança não se frustre, para eu não percam a oportunidade de que este processos histórico lhes oferece: a oportunidade de terem um filho da terra no poder, um filho do povo na direcção da cidade. O Povo de Quelimane deve dizer não aos teleguiados a partir de Maputo para que Quelimane possa finalmente afirmar se e ser Quelimane que orgulhe a Zambézia. O compromisso destas eleições também deve ser a transferência de poder às novas gerações, à geração dos jovens que podem resolver problemas locais contando com capacidades locais. O objectivo básico do estabelecimento das autarquias foi permitir que o Povo escolha localmente o que quer. O Povo não pode apostar em teleguiados a partir de Maputo. Cuambenses e Pembenses, mulheres, jovens, adultos e velhos, devem também ir por ai. Devem fazer do voto um desidrato , um imperativo local para uma revolução pacífica se opere nos seus respectivos municípios, uma enxada e um caminho para o bem viverem. A mudança pacífica, beneficiará a todos e aos filhos e netos da terra se souberem nestas eleições começar a lutar pelos seus próprios municípios. O futuro das cidades está nas mão dos filhos da terra, aqueles que independentemente de terem nascido nela, trabalham com coração por ela e para ela. Não é uma questão tribal. É uma questão local. Por Pemba, em Pemba. Por Cuamba, em Cuamba. Por Quelimane; em Quelimane. É preciso que se acabe com os teleguiados. Com um líder municipal da terra é possível

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