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AGRADECIMENTOS

Caros  munícipes  de Quelimane, Caros amigos e apoiantes da candidatura de Manuel De Araújo e do MDM   Conseguimos! Quando decidimos avançar para a corrida a eleição do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane nas eleições intercalares do dia 7 de Dezembro, fizemo-lo com a convicção de que podiamos conseguir trazer para a nossa responsabilidade a gestão do município. Fizemo-lo com a crença de que não estavamos sós. E que a causa que moveu o nosso esforço era de todos nós, por isso mesmo dissemos, “Quelimane para Todos”. Fizemo-lo com a convicção de que a natureza dos problemas que a nossa cidade vive, são passíveis de solução. Estavamos convictos de que a ausência de sinais de progresso, e o aumento da precariedade na nossa cidade estavam associados a erros de políticas deliberadamente tomadas pelo partido no poder. A nossa responsabilidade cívica conduziu-nos a indignação pelo estado de pobreza, precariedade, perda de dignidade e da beleza desta cidade que em tempos plantou orgulho nos seus citadinos e nos filhos da terra. As nossas estradas; o sistemas de saneamento; os serviços básicos de saúde e educação; as infra-estruturas geradoras de desenvolvimento; o sector productivo; todos estes elementos fundamentais para o bem estar dos munícipes e de quem visita Quelimane, foram intencionalmente destruídos. Caros munícipes, caros apoiantes de Manuel de Araújo e do MDM. Nós merecemos ao longo do periodo eleitoral uma particular atenção, e ficamos confrontados com uma máquina pesada que fez apelo a todos os recursos, com o objectivo único de vencer a corrida e assegurar a sua manutenção no poder. A consciência cívica, e a victoria às forças do medo foram fundamentais para declarar nas urnas a vontade de mudança. E assim conseguimos! O dia 7 de Dezembro fica marcado na história da nossa democracia. Vencemos as eleições. E fomos confirmados oficialmente pela CNE no dia 12 de Dezembro como vencedores. Essa nova realidade histórica que se reescreve na nossa democracia, se deve ao vosso apoio a causa da nossa candidatura. Recebemos de diversas formas apoio de várias pessoas, homens e mulheres, desde crianças até aos nossos mais velhos. Recebemos o vosso apoio no terreno e através das redes sociais que funcionaram como veículo de diálogo e de informação e comunicação. E quero contar com todos vocês, apoiantes tanto da nossa candidatura como daqueles que apoiaram a candidatura dos meus adversários, no novo processo de governação do município de Quelimane que deverá ser inclusivo e com uma forte dimensão participativa. Vamos fazer de Quelimane a cidade dos “bons sinais”.   Manuel de Araújo e o MDM agradecem profundamente o vosso apoio! Muito obrigado, conseguimos!     Manuel de Araújo

REFLEXAO DE ANTIGO JUIZ CONSELHEIRO DO TRIBUNAL SUPREMO, JOAO CARLOS TRINDADE, SOBRE AS ELEICOES EM QUELIMANE

Editado por  Apóstolo da Desgraça   Na minha cidade natal, se pudesse votar, votava Manuel de Araujo.   João Carlos Trindade   Já defendi essa filosofia, mas o seu tempo de validade esgotou-se. O “Partido da Independência” já não é este, com o devido respeito. Aquele “Partido da Independência” que mereceu a nossa admiração e total apoio (onde muitos, como eu próprio, militámos) não faria uma campanha tão vazia de propostas e de soluções nem de tão baixo nível como se viu nestes dias. Porquê, então, continuar a dar o benefício da dúvida à orientação política hoje dominante e não dá-la a um jovem candidato que tem formação e quer mostrar serviço? Atenção, que estamos a falar de eleições municipais e não legislativas, nem presidenciais… Se o candidato não responder às suas promessas e não pautar a sua gestão por princípios de ética, de respeito pelo “outro”, de participação democrática e cidadania activa, de salvaguarda dos interesses dos mais desfavorecidos – que é o que os quelimanenses dele esperam -, então o eleitorado cá estará nas próximas eleições para o castigar nas urnas…   Replica do Paul Fauvet   Votar MDM? Nunca! Conheco Manuel de Araujo e Maria Moreno e considero que eles sao pessoas inteligentes e simpaticos, e sem duvida querem o melhor para os seus municipios. Mas isso nao e’ suficiente para um voto consciente. Quando eu oico o lider do partido, Daviz Simango, sempre a atacar “os comunistas” (e, apesar de tudo, eu continuo a ser comunista), nao tenho duvidas que isso e’ um partido de direita. E eu nao voto na direita. Sim, a campanha da Frelimo era muito negativa e arrogante, com aspectos absurdos (a questao da familia de Manuel de Araujo, por exemplo). Mas, no fim do dia, temos de votar politiicamente, com as nossas cabecas e nao com as nossas coracoes. E’ triste – votar para a Frelimo porque as alternativas sao bem piores, mas e’ o problema que a esquerda tem em grande parte do mundo. Na minha terra natal, votamos para o Partido Tabalhista, nao porque acreditamos que os Srs Blair, Brown ou Miliband vao trazer milagres, mas porque sabemos que os conservadores de David Cameron sao os inimigos do povo trabalhador.   Rebate de João Carlos Trindade   Eu compreendo e respeito a tua posição, Paul Fauvet, mas não me parece que os contextos europeu e moçambicano sejam, neste caso particular, comparáveis. Eu também me considero politicamente identificado com os valores da esquerda, e a minha escolha é consciente, não muda ao sabor do vento… Quem assumiu essa mudança parece ter sido o “nosso” Partido, a partir do 5º Congresso. Embora esteja ainda filiado na família da Internacional Socialista, não encontro, nem na sua doutrina nem na sua prática políticas, nada que se possa identificar com a ideia de socialismo… Cada vez está mais longe disso… É verdade que ainda há gente de esquerda e socialista no seio do Partido, mas é por demais evidente que é uma minoria completamente manietada e sem poder de influenciar o rumo e as grandes decisões políticas… Por isso, deixar de votar num candidato apoiado pelo MDM é um acto tanto ou mais “de direita” do que votar em Lourenço Aboobakar (ou acreditas que este não teria o mesmo discurso anti-comunista de Deviz Simango?)… O primeiro merece, pelo menos, o benefício da dúvida. É jovem, tem formação, uma evidente base ampla de apoio e enfrentou com coragem uma máquina político-partidária incomensuravelmente superior que, ainda por cima, não respeitou com lisura as “regras do jogo”… Atenção, volto a sublinhar, como num post anterior: estamos a tratar de eleições municipais para uma cidade (por sinal, a minha cidade natal), não de eleições legislativas ou municipais. Mais do que em qualquer outra, aqui vota-se em pessoas, não em partidos…

Showmicio no Xirangano: Um Grito pela Libertação

O Showmício no campo do Xirangano foi o ponto mais alto da nossa campanha. Milhares de quelimanenses vieram dar o seu grito pela mudança, a MUDANÇA RUMO AOS BONS SINAIS!   A parte mais interessante foi ver quelimanenses de todas as cores, juntos por uma candidatura. Foi extraordinário ver presentes no Showomício mais do que apoiantes do MDM, mas também os da RENAMO, grande parte dos que antes se identificavam com a FRELIMO, do PDD e de outros partidos da oposição. O Comício que juntou um mar de gente teve a proeza de acontecer à um dia do fecho da campanha eleitoral. Pode ver o video do show mício abaixo.

‘Chuabo’ lança grito de revolta

Por Edwin Hounnou, in Canalmoz   Quelimane (Canalmoz) – Quelimane, “Cidade Chuabo”, como os nativos a apelidam, pode chorar de pena e de consternação. Desde a Independência Nacional, a 25 de Junho de 1975, a “Cidade Chuabo” foi conhecendo, gradualmente, a regressão e destruição sistemática provocada pelos sucessivos governos locais até desaguar num mar de problemas sem solução à vista até ao presente. A falta de água é crónica e dramática. Na periferia da cidade, o problema da escassez, ou ausência dela, tem contornos alarmantes. Mulheres e crianças acotovelam-se, com seus biddons, durante o dia todo, junto aos furos que, muitas vezes, de manhã ao pôr-do-sol, não jorram uma pinga de água para molhar a garganta, como bem canta o músico moçambicano Fernando Luís. Na abertura da campanha, Pio Matos, ex-edil, disse que sai de cabeça erguida porque “a Frelimo levou água aos bairros”. Esta “lata” não convenceu ninguém. O choro pela água faz-se ouvir, cada vez com maior intensidade. Pio Matos, um dos “generais” da campanha do partido Frelimo, mentiu ao dizer que deixou o município com o problema de água resolvido. Bom falante, o edil humilhado que ao demitir-se suscitaria eleições “intercalares” na terra dos Chuabos, fala rodopiando. A verdadeira falácia da água só poderia sair da boca de um grande mágico…

CARTA ABERTA AOS MEUS IRMÃOS DE QUELIMANE

Por. Apostolo da Desgraca “O bom cidadão tem que se sentir indignado” (Elísio Macamo) Vou ser breve. Irmãos, o país está ao rubro. Vem aí, a 7 de Dezembro, as eleiçoes intercalares para a escolha dos futuros edis das cidades de Quelimane, de Cuamba e de Pemba. Esta carta vai especificamente para os eleitores da cidade de Quelimane. Como todos vocês já devem saber, este evento é uma oportunidade única para que todos os citadinos quelimanenses adoptem a mudança que verdadeiramente querem para a sua condição, para as suas vidas e para a cidade na qual vivem, estudam e trabalham. É um facto, para todo aquele que tiver olhos de ver, que a cidade de Quelimane encontra-se num marasmo ambiental inaceitável. Estradas esburacadas, infra-estruturas degradadas, saneamento quase inexistente, urbanismo deficiente, miséria prevalecente, desemprego crescente… Em suma, Quelimane está hoje num patamar injustificável no concerto das cidades de Moçambique, tomando em consideração a sua importância estratégica. Esta cidade é capital da província mais populosa e mais rica deste país! Merece outro tratamento e melhor destino. Estas eleiçoes intercalares do dia 7 de Dezembro abrem uma oportunidade única para que se inicie uma revolução naquilo que todos nós pretendemos para a nossa cidade. Todos nós, através do nosso voto, temos agora, e mais do que nunca, a oportunidade ímpar de participar activamente na condução do nosso próprio destino, como residentes ou filhos desta cidade. Abriu-se a oportunidade de nos manifestarmos contra o estado letárgico, excludente, depreciante e marginalizante a que fomos sempre relegados nestes anos todos. Através do nosso voto consciente poderemos, no dia 7 de Dezembro, decidir o que nós próprios achamos ser o melhor para nós, para a nossa vida e para a nossa cidade. Pensemos juntos. Se até hoje votamos nos mesmos de sempre e nada mudou, tentar algo diferente não nos custará nada. Quelimane regrediu, em termos de desenvolvimento urbano, infra-estruturas e saneamento, dentre outros. É impossível olhar para a cidade e fingir que está tudo bem. Não é o secretário do partido, o ministro tal ou o deputado fulano, que nunca residiram nesta cidade, que saberã mais do que nós mesmos o que é melhor para a nossa terra. Estranhemos a razão de hoje eles estarem todos em Quelimane e de terem largado as suas extra-terrestres mordomias, protocolos e regalias, apenas para pisarem o mercado sujo e mal cheiroso onde vendemos e passamos grande parte da nossa vida, implorando-nos o voto e nos prometendo um futuro paradisíaco que nunca nos foram capazes de proporcionar nestes anos todos que estiveram à frente do município. Onde estavam eles até há um mês atrás? Porquê é que querem melhorar as coisas só hoje? Só hoje acordaram e viram que afinal é possível melhorar a nossa miséria, desgraça e vergonha? Não. A resposta é simples. Hoje apareceu alguém, tão povo quanto todos nós, e que é capaz de fazer melhor e isso os pode envergonhar profundamente, à ponto de também virem a perder a confiança e o voto popular em outras regioes do país. Manos, escolham bem. Escolham o candidato certo. Quelimane não pode continuar refém da vontade (ou da ausência dela) de um punhado de pessoas incompetentes que deixou apodrecer a nossa cidade. Só o teu voto é que poderá mudar isto. É preciso destruir os podres do sistema actual, antes de construir um novo. Presta atenção nisto: 1. Não te deixes cair no argumento segundo o qual “eles nunca governaram, são inexperientes e aventureiros”. A Frelimo quando chegou ao poder também era inexperiente. Daviz Simango, na Beira, também era inexperiente e a cidade mudou para o melhor. Chegou a vez de Quelimane. 2. Não te deixes distrair por mesquinhices do género “o candidato x não presta porque não é casado” ou “o candidato y não é competente porque não muda de camisa”. Essas tretas não são os nossos verdadeiros problemas! A cidade está a apodrecer, as pessoas estão cada vez mais pobres e a viver em ambientes degradados e desumanos, ao contrário desses que vem hoje de fora de Quelimane a implorar votos e que vivem, desde a independência, em condomínios com ar condicionado, conduzindo luxuosos carros e com os filhos e familiares bem nutridos, saudáveis e ricos. 3. Não aceites jamais que eles te façam pensar como se fosses criança de 5 à 11 anos. Eles estiveram 12 anos a governar esta cidade (ou cerca de 37 anos, desde a independência) e não mudaram nada. Não é com a visita deles aos nossos mercados ou com o desfile dos carros deles nas nossas cidades que as coisas melhorarão, de hoje em diante. 4. Não te deixes enganar pela aparição deles na televisão sorrindo para o povo ou tirando fotos com desgraçados. A tua vida não vai mudar apenas porque um ministro falou pessoalmente com o teu primo ontem, ou porque uma deputada qualquer carregou ao colo o teu sobrinho. Isso é puro entretenimento. 5. Vá votar contra as mentiras deles no dia 7 de Dezembro.

Junte-se a NÓS! Apoie a Mudança em Quelimane!

CAROS QUELIMANENSES E AMIGOS DE QUELIMANE,  VOCES PODEM AJUDAR-NOS A CONSTRUIR UM QUELIMANE PARA TODOS  TODOS VAMOS MUDAR QUELIMANE! Aposte no Prof. Dr. Manuel de Araújo, candidato do MDM, para a Autarquia de Quelimane. Porque sabemos que você é parte da solução dos problemas de Quelimane, nós contamos consigo. Contribua com o seu tempo, desenvolvendo actividades de educação cívica eleitoral; e participando na camapanha eleitoral; CRIANDO GRUPOS DE REFLEXÃO SOBRE OS PROBLEMAS BEM COMO A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS DE QUELIMANE; PARTICIPANDO EM DEBATES RADIOFÓNICOS, TELEVISIVOS, NA INTERNET (QUELIMANE PARA TODOS), NOS RESTAURANTES, MESQUITAS, TEMPLOS(CENÁCULOS), IGREJAS, ESCOLAS, LOCAIS DE TRABALHO, MERCADOS E MAIS. PARTICIPANDO EM ACTIVIDADES DE CARÁCTER VOLUNTÁRIO COMO LIMPEZA NAS ESCOLAS, HOSPITAIS, VIAS PÚBLICAS (RUAS E AVENIDAS), QUARTEIS,  ESQUADRAS, MERCADOS. DIVULGANDO O MANIFESTO ELEITORAL DE MANUEL DE ARAÚJO,TRANSFORMEMOS ESTA CAMPANHA  NUMA GRANDE FESTA DE LIBERTAÇÃO DOS MUNÍCIPES E DO MUNICÍPIO DE QUELIMANE NUM AUTÊNTICO CARNAVAL.

Taxistas de Bicicletas Apoiam Manuel de Araujo

Manuel de Araújo recebeu um apoio de peso! Os Taxistas de bicicletas manifestaram apoio ao candidato do MDM e com ele pedalam todos os dias pelas ruas de Quelimane levando uma mensagem de mudança! Para quê muitas palavras se as imagens falam por si? QUELIMANE RUMO AOS BONS SINAIS! VEJA MAIS FOTOS AQUI!

Manifesto ao voto consciente do POVO. Votar é defender a Paz. Defender a Paz não é ser lacaio.

Por Adelino Timoteo, in Canal de Moçambique 30.11.11 A Frelimo desrespeitou o direito do povo em Quelimane, Cuamba e Pemba de terem como dirigentes nas suas autarquias, pessoas livremente escolhidas por si. Estes povos escolheram os seus presidentes e, por motivos nunca aclarados, tais presidentes, Pio Matos(Quelimane), Sidiqui Yacub(Pemba), Arnaldo Maloa(Cuamba) foram afastados por imposição das estruturas do poder central, do partido Frelimo, em Maputo. Agora a Frelimo oferece ao povo de Quelimane, Pemba e Cuamba candidatos de confiança do poder central, que não estarão para servir o povo destes municípios, mas para servirem o poder ancorado em Maputo, deixando o povo sofrer, se forem eleitos. De Maputo o poder central da Frelimo impôs que os edis que vinham governando as cidades renunciassem aos mandatos que os residentes nesses municípios lhes deram em eleições. Agora vem impor novos candidatos escolhidos no comité central, em Maputo. A escolha dos eleitores foi desrespeitada e agora querem que o mesmo povo vote em quem obedeça à vontade de Maputo em vez de obedecer á vontade das pessoas dos municípios. A causa evocada por Pio Matos para renunciar ao seu lugar foi doença, mas nestes dias temos estado a ver o antigo edil a dançar, a correr de um lugar para o outro, manifestando tão energicamente, de forma nunca vista, diferentemente do candidato Abubacar escolhido pelo comité central da Frelimo. A candidato apresenta se ofuscado, menos energético, sem convicção de ser ele a pessoa ideal para dirigir Quelimane. Pio Matos demonstra assim que a Frelimo que o obrigou a renunciar traiu o povo de Quelimane. Assim o povo de Quelimane, com idade para eleitoral, no dia 7 de Dezembro, deve deixar a sua casa, machamba, e dirigir-se aos postos de votação, manifestar a sua indignação, o seu espanto e dizer não a um candidato não reconhecido nas bases, no seio do povo. E a forma de manifestar a indignação, o espanto e a revolta contra aqueles que manipulam, aqueles que manobram a vontade do povo, violam as leis, é votar massivamente a favor de um candidato ideal. Os povos de Quelimane, Cuamba e Pemba devem abrir bem os olhos, votando e controlando os postos de votação, para que a expectativa da mudança não se frustre, para eu não percam a oportunidade de que este processos histórico lhes oferece: a oportunidade de terem um filho da terra no poder, um filho do povo na direcção da cidade. O Povo de Quelimane deve dizer não aos teleguiados a partir de Maputo para que Quelimane possa finalmente afirmar se e ser Quelimane que orgulhe a Zambézia. O compromisso destas eleições também deve ser a transferência de poder às novas gerações, à geração dos jovens que podem resolver problemas locais contando com capacidades locais. O objectivo básico do estabelecimento das autarquias foi permitir que o Povo escolha localmente o que quer. O Povo não pode apostar em teleguiados a partir de Maputo. Cuambenses e Pembenses, mulheres, jovens, adultos e velhos, devem também ir por ai. Devem fazer do voto um desidrato , um imperativo local para uma revolução pacífica se opere nos seus respectivos municípios, uma enxada e um caminho para o bem viverem. A mudança pacífica, beneficiará a todos e aos filhos e netos da terra se souberem nestas eleições começar a lutar pelos seus próprios municípios. O futuro das cidades está nas mão dos filhos da terra, aqueles que independentemente de terem nascido nela, trabalham com coração por ela e para ela. Não é uma questão tribal. É uma questão local. Por Pemba, em Pemba. Por Cuamba, em Cuamba. Por Quelimane; em Quelimane. É preciso que se acabe com os teleguiados. Com um líder municipal da terra é possível

A LUTA POR UMA UNIDADE NACIONAL COMEÇA NAS AUTARQUIAS. É PRECISO MUDAR O DISCO PARA QUE SE TOQUE OUTRA MÚSICA.

As eleições autárquicas do próximo dia 7 de Dezembro continuam amexer com o País. Não só com Quelimane , Cuamba e Pemba. Está em Causa: O futuro centro do Poder em Moçambique, muito para além dos cargos municipais em disputas. Para quem tem a sua frente a batalha partidária em 2012 em Pemba, quando se realizar o 10 congresso da Frelimo, estas eleições autárquicas “intercalares” são mais do que meras eleições locais. São determinantes para o jogo interno de Poder no Partido Frelimo. Para se perspectivarem cenários nas próximas eleições gerais e presidências, estas eleições também ultrapassam a mera importância local. A Victória da oposição nestas eleições poderá ajudar a Frelimo a dar um enorme passo que lhe permita libertar se do preconceito de ter o Poder no seu seio encravado no eixo ronga-shangane, pulverizado por uns quantos oportunistas das províncias “deslocados” em Maputo com os olhos postos apenas nos seus benefícios directos e ignorando simultaneamente os seus conterrâneos. A grande batalha nestas eleições, tudo indica esta no eixo Cuamba-Quelimane. Nestas duas autarquias estará em causa sobretudo a oportunidade dos eleitores locais demonstrarem que com os recursos naturais em exploração, é preciso que se comece pelos “bons sinais” nestas “intercalares para que o vento volte a soprar lhes favoravelmente e deixem de ser zonas do país onde certos senhores acomodados no extremo sul se deslocam lá apenas para irem buscar votos para os que servem os seus propósitos mas ao mesmo tempo impedem que os que vivem nas zonas onde estão os recursos consigam beneficiar deles. A luta agora é para descentralizar para que o Poder local possa exigir dividendos do que acontece nos seus espaços, sem, obviamente, se prejudicar o resto do País. O que hoje acontece é que as províncias são meros campos de produção de riqueza de afortunados instalados na capital do País. E é isso que deve mudar, mas só munda localmente se lutar por mudanças que ultrapassem a simples mudança de nomes. As mudanças não se podem limitar a mudar “pio” do Matos para Lourenço. O exemplo de do gás de Temane e Pande, a norte de Inhambane, e a falta de interesse que os eleitores desta província têm demonstrado pelas sucessivas eleições traz-nos à memoria a necessidade de se perceber de uma vez por todas que “camarão que dorme a onda leva”. O gás está em exploração mas não se vêem vantagens práticas para as gentes de Inhambane. Os afortunados com este negócio estão em Maputo e tudo o resto continua sendo paisagem. Uns poucos apresentando se como originários de certas províncias só se preocupam com elas quando há eleições. Os resultados estão a vista. Eles vivem rodeados de fartura fruto do seu alinhamento com o partido no poder, vendendo a sua influência junto dos seus conterrâneos, mas onde saem as riquezas não fica nada ou ficam apenas migalhas. não pode continuar a ser assim. E só muda se deixar de haver “lacaios”. Para deixar de haver “lacaios” é preciso não se votar neles. Os que estão nas terras continuam a ver o produto da terra a ser levado sem que la fiquem benefícios. A luta interna na Frelimo para que os que são do centro e do Norte também possam chegar ao Poder, só terá a ganhar se os candidatos da Frelimo perderem estas “intercalares”. Para se impor a vontade dos cidadãos que estão nas zonas conde estão os recursos naturais, é preciso entrar se no jogo político. E sendo que é por via das eleições que se encontram os governantes, é preciso ir-se votar. Quem fica em casa e não vota depois só se pode queixar. Nada mais pode. Ao ir-se votar pela alternância de Poder consegue-se sobretudo impedir que sejam sempre os mesmos a exercer o Poder. Consegue-se que se refresque o Poder. Consegue-se que dando-se oportunidade a outros as coisas possam melhorar nos respectivos municípios. É preciso que os “segredos” mudem de mãos. Os mesmo sempre no Poder, dá sempre o mesmo. Uns cada vez mais ricos, outros cada vez mais podres. Ainda há dúvidas? A Frelimo libertou Moçambique porque o vento soprava do norte. O vento tem de voltar a soprar no norte. A Renamo impôs “vento do norte” e acabaram as guias de marcha, acabaram os campos de reeducação, acabaram as aldeias comunais, foi implantada uma nova constituição que impede os abusos que antes eram praticados por quem estava no Poder, deixem de ter cobertura. É certo que nestas eleições autárquicas todos os candidatos são das respectivas autarquias e todas elas estão o Norte. Mas os que estiveram ao serviço de quem Maputo se preocupa mais com os seus interesses pessoas do que com as suas terras, mesmo que delas sejam oriundos, dever ser afastados para que se possa experimentar os frutos de novos gestores da coisa pública. Mesmo em Bobole, a escassos quilómetros de Maputo se espera que o “vento sopre do norte”… ai também precisam que as atitudes mudem…os eleitores devem passar a saber gerir o voito a seu favor. Ainda nestas eleições está uma enorme oportunidade dos jovens se imporem. Quelimane, Cuamba e Pemba podem entrar para história, fazendo as coisas mudarem. Davis Simango tornou-se na Beira o primeiro independente a vencer dois partidos militarizados. Depois disso foi fundado o MDM. Soprou “vento”… os três candidatos do MDM poderão entrar para a história como os primeiros representantes de um partido sem passado militar, se vencerem estas eleições. O MDM é produto de uma “revolta popular” contra quem quis contrariar a vontade dos beirenses. Venceram os que desobedeceram a ordens que desrespeitavam os mais elementares princípios democráticos. Uns queriam “vender” a Beira em seu próprio beneficio, a quem a queria reconquistar. Os beirenses disseram não aos que que queriam “teleguiar” e hoje estão finalmente a começar a sentir os benefícios da sua determinação. Até os funcionários públicos foram inteligentes a ponto de fazerem pisca para a esquerda e virarem à direita na hora de votarem. Fizeram campanha para uns e votaram nos outros….o voto secreto permitiu lhes o jogo. Em Quelimane, Pemba e Cuamba, respectivamente, os eleitos nas última eleições autárquicas, todos da Frelimo, foram humilhados e obrigados a resignarem ao mandato que tinham recebido dos eleitores locais. As ordens para se demitirem tiveram que ser escrupulosamente cumpridas para se salvar a imagem de quem queria manter os cidadãos locais amarrados e às ordens de longe. A Frelimo humilhou “gente da terra”… A oportunidade dos eleitores de Quelimane, Cuamba e Pemba dizerem “aqui mandamos nós” estará ao alcance deles no dia 7 de Dezembro. É já daqui a dias que o seu futuro se decide. Veremos se preferem continuar “escravos” ou se preferem assenhorarem-se dos seus destinos, escolhendo novos caminhos que lhes tem sido , sistematicamente, negado por quem esteve no poder desde a Independência Nacional e o que lhe oferece é obras de pouca duração ou NADA… O País precisa de, “como de pão para a boca”, que o poder se desconcentre das mãos dos mesmo de sempre. A autonomia municipal não pode continuar só no papel. É preciso que os “filhos de cada terra” digam não aos seus conterrâneos que se deixam subjugar e submeter a ordens de longe. Ser se pela unidade nacional não é ser se subserviente. O que é do País é de todos, não pode ser só para quem está no acantonado em Maputo. É preciso lutar para que deixe de ser assim. Ninguém larga o “bife” sem o lho tirarem. É preciso impor a repartição jysta dos benefícios. Isso não se faz com “lacaios”. O País não pode continuar a ser de um feudo de gente que se encontra na sua capital, Maputo, proveniente das províncias, nem de quem se oferece para lhes prestar vassalagem para subjugar os seus conterrâneos. O Poder Central deve ser o resultado da soma das vontades de todos os moçambicanos espalhados pelo território nacional. O resto do País não pode continuar a machamba de quem vive em Maputo. Localmente tem de haver benefícios. E isso não esta a haver. Esta luta por uma unidade nacional começa nas autarquias. Os munícipes de Quelimane, Cuamba e Pemba podem mostrar aos outros moçambicanos que é hora de decididamente nas províncias se começar a impor a vontade de quem é de quem lá vive. É hora de rejeitar os “lacaios”. É hora de se rejeitarem novas caras que se encontram apenas para se manter o mesmo disco e a mesma música. É PRECISO MUDAR O DISCO PARA QUE SE TOQUE OUTRA MÚSICA.

Celebra se hoje Dia Mundial de Luta contra o HIV e SIDA

Pela passagem de mais um Dia Mundial de Luta Contra o HIV e SIDA vimos por esta via solidarizar se com todos os infectados e afectados por esta doença. Fazemos apelo para que não haja descriminação contra as pessoas vivendo com o HIV/SIDA. Aos infectados, é possível ter uma vida saudável e longa bastando para tal optar por um comportamento de vida saudável, evitando reinfecções ao mesmo tempo seguindo o tratamento disponível que é gratuito em Moçambique. Aos afectados, devem acarinhar as pessoas infectadas para que elas se sintam úteis na sociedade e não descriminadas e assim continuarão a contribuir com o seu saber, para o engrandecimento desta nação Jovem.